“Memória do Futuro/La mémoire de l'avenir”
O Centro de Memória Comum para Democracia e Paz (CMCDP), uma associação nacional de direitos humanos com alcance internacional, abre a chamada para inscrições de filmes para a 15ª edição do Festival Internacional de Cinema e Memória Comum (FICMEC), a ser realizada na cidade de Nador de 30 de outubro a 4 de novembro de 2026.
O CMCDP opera nos seguintes campos de ação:
Questões relacionadas à memória e à memória compartilhada como conhecimento e expertise;
Disseminação de uma cultura de paz, convivência e democracia;
A luta contra todas as formas de extremismo;
Defesa dos direitos humanos e contribuição para a disseminação de sua cultura;
Questões de identidade e diversidade linguística e cultural;
Consolidação e desenvolvimento de valores de solidariedade e diálogo construtivo entre povos e nações;
Apoio a todas as gerações de direitos humanos.
A cada ano, a FICMEC propõe uma reflexão temática ligada à memória. Nesta edição, o tema central será “Memória do Futuro”, inspirado nas palavras de Victor Hugo: “O futuro é uma porta, o passado é a chave” e na ideia de Roman Krznaric de que o futuro não é um lugar para onde vamos, mas um lugar que estamos criando.
A memória não é um exercício de nostalgia nem um olhar ancorado no passado. É uma responsabilidade coletiva. Preservar, explicar e transmitir episódios históricos, especialmente os mais dolorosos, é dever das instituições e da sociedade como um todo: famílias, associações, defensores dos direitos humanos, artistas e educadores. Compreender o passado é um ato consciente de se preparar para o futuro.
“Memória do Futuro” propõe um diálogo permanente entre lembrança e projeção, entre justiça e transformação social. As lutas contra a injustiça, os processos de verdade e reconciliação, a defesa da dignidade humana e a consolidação dos valores democráticos constituem as bases de um amanhã mais justo. Lembrar não é perpetuar o ressentimento, mas sim gerar conscientização, evitar a repetição de violações e fortalecer uma cultura de paz.
As novas gerações ocupam um lugar central nessa visão. Eles não são meramente repositórios de narrativas herdadas, mas agentes ativos capazes de reinterpretar, questionar e projetar a memória em direção ao futuro. A transmissão intergeracional, o pensamento crítico contra a manipulação histórica e o compromisso com os direitos humanos são elementos essenciais dessa construção.
Na esfera artística e cultural, o cinema — seja documentário ou ficcional — se torna um veículo privilegiado para tornar visíveis memórias silenciadas, denunciar injustiças, abrir espaços para o diálogo e contribuir para a transformação social.
Condições temáticas de participação:
Longas-metragens e curtas-metragens (ficção, animação): tema aberto.
Documentários: devem se alinhar especificamente ao tema da nota conceitual “Memória do Futuro”, abordando questões relacionadas à memória, direitos humanos, justiça, transmissão intergeracional, reconciliação, identidade ou construção democrática a partir de uma perspectiva reflexiva e proativa.
Cineastas de todas as nacionalidades são convidados a inscrever trabalhos que contribuam para pensar sobre o futuro por meio da consciência histórica, promovendo valores de justiça, paz, igualdade, coexistência e o papel da juventude nesse processo.
As inscrições de filmes são aceitas exclusivamente por meio de plataformas oficiais de inscrição do festival.
Por meio dessa chamada, o CMCDP e o FICMEC reafirmam seu compromisso com uma memória ativa, ética e transformadora, convencidos de que somente aqueles que assumem a responsabilidade pelo passado podem contribuir para a construção de um futuro mais humano e democrático.